Lugar de chip

6 nov, 2008

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Alguns dias depois do término de cadastramento para a promoção que concedia R$ 20 de créditos por dia, ainda não é fácil encontrar chips da Oi à venda. Um milhão e seiscentas mil linhas foram vendidas em SP. Destas, 300 mil ainda não foram ativadas.

Ainda é mais fácil encontrar esses chips fora dos aparelhos, vagando em carteiras, caixinhas, junto a documentos, só esperando a hora de substituir o seu similar de outra operadora no celular do dono, quando este só tem um telefone, para a realização de uma chamada ou o envio de SMS. Cumprida sua missão, volta o titular para onde sempre esteve e o novato para a reserva, onde aguardará nova oportunidade de entrar em ação.

De um mês para o outro, mais de um milhão de pessoas passou a ter duas linhas de celular. Repassar o novo número para todos os amigos, parentes, contatos de trabalho e instituições é algo que leva tempo e é trabalhoso. Logo, acaba sendo mais conveniente ficar com a linha “antiga” pelo maior tempo possível, para não perder nenhuma chamada. O preço de se tornar um “ligador” pode ser deixar de ser um “recebedor”.

Aos poucos, os usuários deverão acabar dando preferência a uma ou à outra linha. A Oi promete um ano de créditos grátis diariamente, um tempo considerável para deixar clientes mal acostumados. E tempo para essa história de trocar de chip a cada utilização perca a graça. Ou para que o cliente perca o chip mesmo, entre uma e outra substituição.

Debaixo da Ponte

3 nov, 2008

Antes da transmissão da Globo do GP Brasil, foi exibida uma vídeomontagem de um carro de Fórmula 1 passando por diversas cidades do país. Na verdade, o veículo passava por alguns monumentos característicos destas cidades.

Para deixar claro que passava por SP, a Ponte Octávio Frias de Oliveira foi escolhida para ser atravessada pelo carro. Seria esta obra recém-inaugurada não apenas um novo, mas agora o principal símbolo da cidade?

Parece que sim: ela virou presença constante em peças publicitárias, (principalmente de automóveis), já serviu de palco para protestos de movimentos sociais e ainda, todos os dias, de cenário para o telejornal local da maior emissora do país.

Essa ponte, que custou R$ 260 milhões, não permite a passagem de pedestres, ônibus, bicicletas. É um monumento ao transporte individual motorizado, ao automóvel como política de transporte urbano. Algo que a Fórmula 1 também acaba sendo, de certa forma.

Outros locais que são usados para caracterizar a cidade, como a Paulista e o Ibirapuera, são acessíveis para todos. Já esta ponte, a grande maioria dos paulistanos pode apenas olhá-la. E de baixo.

Acabou a pilha

1 nov, 2008

Nesta semana o governo do estado de SP promove ações para recolher pilhas, baterias e celulares usados. Estes materiais não podem ir para o lixo comum, pois possuem elementos químicos que, ao se desprenderem dos aparelhos, contaminam o meio ambiente. Como em SP quase todo o lixo descartado que é recolhido pela prefeitura vai para aterros, a chance de contaminação do solo é praticamente certa.

Com a constante substituição dos eletrônicos no nosso dia a dia, muitas vezes não por estarem sem condições de uso e sim porque há um modelo mais novo, bonito e colorido no mercado, surge a questão do lixo digital. Países desenvolvidos lidam com esta situação encaminhando seus restos para lixões da Africa e Ásia. Há técnicas para aproveitar certos metais presentes nos aparelhos, mas estas ainda são caras e pouco difundidas.

Os postos de coleta estão em quase todos os supermercados da rede Carrefour da capital, em algumas secretarias estaduais e em todas as estações da CPTM e do Metrô. Lista de endereços em: http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/dicas_locais.htm

Entretanto, todos os dias pilhas acabam, baterias de celular passam a durar algumas horas e saem dos gadgets direto para as gavetas, correndo o risco de ir para o cesto na próxima limpeza de armários. Seria muito interessante se fossem disponibilizados postos permanentes de recolhimento destes materiais.

Começou

1 nov, 2008

Tempestivo, segundo o Houaiss, significa “que ocorre no momento certo; oportuno”. O termo é mais presente no meio jurídico, mas este blog é jornalístico. Vamos procurar falar sobre assuntos e temas que sejam oportunos, seja qual for sua esfera. Como se a vida fosse assim tão claramente separada entre política, economia, cotidiano, esportes e cultura, entre outras inúmeras subdivisões.
Começou.


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