Alguns dias depois do término de cadastramento para a promoção que concedia R$ 20 de créditos por dia, ainda não é fácil encontrar chips da Oi à venda. Um milhão e seiscentas mil linhas foram vendidas em SP. Destas, 300 mil ainda não foram ativadas.
Ainda é mais fácil encontrar esses chips fora dos aparelhos, vagando em carteiras, caixinhas, junto a documentos, só esperando a hora de substituir o seu similar de outra operadora no celular do dono, quando este só tem um telefone, para a realização de uma chamada ou o envio de SMS. Cumprida sua missão, volta o titular para onde sempre esteve e o novato para a reserva, onde aguardará nova oportunidade de entrar em ação.
De um mês para o outro, mais de um milhão de pessoas passou a ter duas linhas de celular. Repassar o novo número para todos os amigos, parentes, contatos de trabalho e instituições é algo que leva tempo e é trabalhoso. Logo, acaba sendo mais conveniente ficar com a linha “antiga” pelo maior tempo possível, para não perder nenhuma chamada. O preço de se tornar um “ligador” pode ser deixar de ser um “recebedor”.
Aos poucos, os usuários deverão acabar dando preferência a uma ou à outra linha. A Oi promete um ano de créditos grátis diariamente, um tempo considerável para deixar clientes mal acostumados. E tempo para essa história de trocar de chip a cada utilização perca a graça. Ou para que o cliente perca o chip mesmo, entre uma e outra substituição.


